30 noviembre 2008

INSCREVÍVEL

INSCREVÍVEL,

do latim poético, do verbo impossível de ser escrito. Aquilo que está fora
do limite da razão. Pertencente ao campo do pensamento concreto
não havendo assim meio direto de transportar-se para o campo da folha, não
por falta de caneta, e sim por falta de gramática, fonética ou idioma que o
valha.
Sinônimos: Indiscutível, insondável, indenominável, indescritível,
indivisível, inquestionável, indecifrável, inquebrantável, insoletrável,
indisolúvel, insípido, insólito, instigante, inovador,
inabalável, imortal, instintivo, íntimo.
Inscrevível.

Uso em uma frase: Helen Barbosa é um ser inscrevível.

Helen Barbosa é criadora do termo.

27 noviembre 2008

A volta pra casa (II)

Não ia escrever pero al ver que mi texto ya existia, tuve que registrar... no lo sé se me quedo repetiendo las cosas o se solamente es la vida que se repite, a final, que es la vida? se no el sueño, o la realidad, o la poesía?

26 noviembre 2008

Variações sobre o mesmo tempo

quando tudo é novo nada assusta

o que assusta não é o futuro é o presente

também não quero falar do agora, nem do antes e muito menos de depois

então do que falar? tá faltando assunto no mundo, e a culpa é do tempo

quero falar num tempo não classificado já catalogado...

e se eu quisesse agora falar no futuro do pretérito do presente, ou qualquer variação deste mesmo tema, o que eu faria? é por isso que deve-se inventar uma nova forma de palavrar

E o frio? que é tanto lá fora que não sei se me enclausuro no quentinho do passado ou no aconchego do futuro...

ahhh... essas coisas de tempo...

é por isso que eu gosto de brincar de imaginar... e nesse exato futuro tá fazendo uma lua tão quentinha ali dentro!

23 noviembre 2008

Mais do mesmo II (Mais palavra e mais cores)


Obra: Palavras sobre tela. (Rascunho)

Estudo da palavração:

1) Desejo palavrar livre de formas e conteúdos. Para que as palavras não sofram as duras penas do caminho entre a minha cabeça e caneta (ou as teclas do laptop).

2) Não quero que o rascunho seja o antecessor e sim parte do conteúdo, e aqui ele pode aparecer pra dar sentido a forma, pois nesse caso a forma é o ppróprio conteúdo.

3) Sendo assim seguindo a liberdade não volto atrás pra apagar o P que me sobra. Não permitirei julgamento moral nem gramatical. Este último deve servir a mim, e não eu a ele.

4) Quero minha palavração sentida. Sem necessáriamente ter sentido.Quero poder lapidar meu texto como um artesão frente a um material bruto, e que dele me valham todas as ferramentas possíveis, sempre usadas a favor do sentido claro. Do que se sente.

5) E por último (mas não é o fim) decreto total liberdade as minhas palavras, para que elas voem leve como que de asadeltas, saltando do pensado ao papel! E nesse final me permito um ponto de exclamação pra expressar um pouco de emoção. E nesse caso se pode fazer uso da forma.

6) Pode-se inclusive não terminar e sim continuar, visto que a liberdade está em primeiro lugar, sem rimar. Pode-se dizer por exemplo que uma bola tem a forma quadrada, é só fazer uso do conteúdo adjetivo quadrado depois do conteúdo substantivo bola. Afinal tudo é relativo.

Pois escrever é um vício ou um hábito?
Escrever é um vício ou um hábito.

Um ponto ao final muda tudo, portanto vou deixar essa frase sem final, pra não gerar conclusões, vou pôr três pontinhos, pra dar a entender que eu continuo...