09 noviembre 2008

Era uma vez uma menina...


Era uma vez uma menina que não queria crescer, então ela inventava a realidade. Esticava o tempo movendo os ponteiros do relógio. E as vezes ela sentia falta de criar, e quando isso acontecia ela escrevia, e usava a caneta e o papel como sendo seus melhores amigos...

Essa menina temia o que se desfarçava, ela gostava do que era verdadeiro, ela cheirava a tuti-fruit e usava flor de pano na lapela do vestido de renda.

Quando a saudade chegava ela dava beijos apertados nas fotografias que havia colado num mural na parede do seu quarto.

Ela não gostava de escuro, mas também não queria muita luz, então ela ligava o abajour branco que tinha em cima da sua mesinha vermelha.

Ela não tinha religião, ou melhor, ela tinha várias e juntava todas na sua vela com cheirinho de maça que ascendia ao lado do seu incensário, se colocando a rezar. Rezava segurando uma rosa. Rezava pra santos, anjos, planetas e pra Lua. Aliás essa era sua grande guia. Toda vez que a Lua estava cheia a menina ficava forte e feliz! E por isso a menina era sempre alegre, mesmo quando ficava triste, por que a Lua , sempre está cheia mesmo quando não se pode ver todas as suas partes.

A menina tinha muitos mestres dos quais se orgulhava muito, e que de seus ensinamentos a todo tempo se fazia sempre lembrar.

Ela gostava de cores, do verde, do amarelo, do azul e do branco. E usava meias, muitas e de todas as cores e tamanhos. E usava luvas e cachecóis de tricô.

E um dia a menina cresceu, mesmo não querendo. Mas se deu conta de que nada tinha se perdido. Ela continuava a desenhar, a brincar, a sentir medo, a ser forte, a ter saudade, a amar, a perguntar e a ensinar. E agora ela até já sabia cozinhar.

E ela seguiu caminhando, e crescendo sem sentir medo, por que ela viu que era bom. E a cada minuto ela podia olhar pra trás e ler mais um pedacinho da sua história. Uma história na qual ela não tinha nada do que se arrepender e muito do que se orgulhar.

08 noviembre 2008

A volta pra casa.




Ela: Mas você não volta mais pra casa?


Ele: Não sei... voltar pra quê?


Ela então lhe aperta as mãos e sorri. E pensa calada...


... porque minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...

07 noviembre 2008

Across The Universe

Words are flowing out like endless rain into a paper
cup,
They slither wildly as they slip away across the
universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my
opened mind,
Possessing and caressing me.

Glória ao maestro do Universo. Om.
(guru)(deva)

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a
million eyes,
They call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter
box,
They tumble blindly as they make their way across the
universe

Glória ao maestro do Universo. Om.
(guru)(deva)

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Sounds of laughter, shades of love are ringing through
my opened ears
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a
million suns,
And calls me on and on across the universe

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

02 noviembre 2008

Busca da Sabedoria

Quando eu era ainda jovem, antes de ter viajado
busquei abertamente a sabedoria na oração:
pedia-a a Deus no templo,
e buscá-la-ei até o fim de minha vida,
Ela floresceu como uma videira precoce
e meu coração alegrou-se nela.
Meus pés andaram por um caminho reto:
desde a minha juventude tenho procurado encontrá-la
Apliquei um pouco o meu ouvido e logo a recolhi.
Encontrei em mim mesmo muita sabedoria,
e nela fiz grande progresso.
Tributarei glória àquele que ma deu,
pois resolvi pô-la em prática.
Levantei minhas mãos para o alto,
e deplorei o erro do meu espírito.
Conduzi minha alma para ela,
e encontrei-a, ao procurar conhecê-la.
Desde o início, graças a ela, possui o meu coração;
eis por que não serei abandonado.
Minhas entranhas comoveram-se em procurá-la,
e assim adquiri um bem precioso.
O Senhor deu-me como recompensa uma língua,
e dela me servirei para louvá-lo.
Aproximai-vos de mim, ignorantes,
reunidos na casa do ensino.
Porque tardais? Que direis a isso?
Vossas almas estão violentamente perturbadas pela sede.
Abri a boca e falei:
Buscai a sabedoria sem dinheiro!
Dobrai a cabeça sobre o jugo,
receba vossa alma a instrução,
por que perto se pode encontrá-la.
Vede com os vossos olhos o pouco que trabalhei,
e como adquiri grande paz.
Recebei a instrução como uma grande soma de prata,
e possuireis nela grande quantidade de ouro.
Que vossa alma se regozije na misericórdia (de Deus)!
e não sereis humilhados quando o louvardes.
Cumpri vossa tarefa antes que o tempo passe
e, no devido tempo, ele vos dará a recompensa.

Essa é uma oração muito bonita que li graças à motivação da minha vó que sempre me fala pra ler a Bíblia, e então está aí! Em homenagem a minha vó, grande mulher, da qual eu tenho muito orgulho!

Te amo vózinha!!!